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Exposições em Buenos Aires 2021-2022

Arte em jogo
Fundação Proa
Av. Pedro de Mendoza 1929 e Caminito
Buenos Aires, Argentina
(+ 54-11) 4104-1000
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Entre dezembro de 2021 e março de 2022

No sábado, 18 de dezembro de 2021, foi inaugurada a exposição Art at Play nas salas do Proa. Uma abordagem lúdica da arte argentina, com curadoria de Rodrigo Alonso. A exposição destaca a importância dos brinquedos, jogos, esportes e propostas participativas na inspiração e imaginação dos artistas argentinos.
Integrando a obra de cineastas de diferentes gerações e extrações estéticas, oferece um olhar inusitado sobre a quantidade e variedade de produções históricas e contemporâneas que evidenciam o valor do lúdico como ferramenta de criação e reflexão.
Dos jogos inventados por Xul Solar aos videogames atuais, passando pelos brinquedos de autor, registros “retrô” e nostálgicos, confrontos esportivos, arte para experimentar, apropriações de jogos comerciais, robótica lúdica e a construção de máscaras. que se apresentam na exposição convidam-nos a atentar para uma linha consistente, embora pouco notada, da produção artística nacional.
A exposição começa com um trabalho criado especialmente por Daniel Joglar do vasto mundo dos brinquedos infantis. Continua com os trabalhos de quase 80 artistas que, em algum momento de suas carreiras, ou por muito tempo, fizeram dos jogos e seus efeitos os eixos de uma abordagem ao seu tempo ou contexto. Há autores que recorrem a eles para questionar a suposta seriedade da arte, outros para abrir novos caminhos estéticos, outros para refletir sobre o lugar social do lúdico, outros para apelar à memória emocional do espectador.
Há alguns olhares complacentes em relação a eles, mas também outros irônicos ou altamente críticos. A mesma coisa acontece na seção dedicada ao esporte, onde questões como competição, demanda ou sucesso são colocadas sob a lupa. Por fim, o último setor da exposição está imerso em novas tecnologias, eletrônica e redes sociais. Aqui o foco está na arte interativa, que promove a participação e está ligada de forma especial com os dispositivos que compõem o ecossistema técnico em que vivemos. 
A seleção de obras inclui os mais variados suportes: pintura, escultura, instalação, fotografia, vídeo, objetos, arte interativa. A exposição é complementada por um programa de atividades para os mais diversos públicos que decorrem durante todo o verão.

As metamorfoses
Madalena Schwartz
MALBA – Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires
Av. Figueroa Alcorta 3415
C1425CLA Buenos Aires
Argentina
+54 11 4808 6500
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05.11.21—14.03.22
Sala 3. Nível 1

Malba apresenta a exposição As Metamorfoses, dedicada ao ensaio fotográfico em que Madalena Schwartz (Budapeste, 1921 – São Paulo, 1993) retratou as travestis e transformistas que frequentaram a cena alternativa paulistana na primeira metade dos anos 1970, em plena ditadura. Esta é a primeira colaboração do Malba com o Instituto Moreira Salles (IMS) no Brasil, em cuja sede em São Paulo a exposição foi apresentada entre fevereiro e setembro de 2021.
Em diálogo com as imagens de Schwartz, a exposição também oferece um breve panorama da fotografia latino-americana dedicada à vida trans naqueles anos com obras de diferentes autores e grupos da Argentina, Chile, Bolívia e outros países da região. No total, a exposição reúne 112 fotografias de Schwartz e mais de 70 peças históricas como jornais, documentos, filmes e imagens que dão conta do contexto em que a fotógrafa fez seu trabalho. A curadoria é de Gonzalo Aguilar, membro do Comitê Artístico Malba e professor de Literatura Brasileira e Portuguesa da Universidade de Buenos Aires, e Samuel Titan Jr., Coordenador Executivo do Instituto Moreira Salles (IMS) no Brasil e professor de Teoria Literária na a Universidade de São Paulo.
Como ponto de partida, a exposição apresenta a trajetória singular de Schwartz, um dos grandes expoentes da fotografia brasileira, cujo acervo está sob os cuidados do IMS. Nascido em 1921 em Budapeste, Schwartz emigrou para a Argentina aos doze anos. Em Buenos Aires, o jovem húngaro se casou e teve dois filhos. Em 1960, prestes a completar quarenta anos, mudou-se com a família para São Paulo, onde abriu uma lavanderia no centro da cidade.
Sua vida mudaria quando, em meados da década de 1960, um de seus filhos ganhou uma câmera em um concurso de televisão. Schwartz se interessou imediatamente pelo artefato, fez cursos no lendário Foto Cine Clube Bandeirante e, com quase cinquenta anos, iniciou uma nova e surpreendente carreira que a transformaria em uma figura expressiva única.
Esta exposição centra-se num conjunto específico de imagens de Schwartz, parcialmente publicadas no livro Crisálidas (2012). Nele, o fotógrafo documenta os universos travesti e transformista do centro de São Paulo nos anos XNUMX. São personagens que ela conheceu em seu cotidiano, no caminho entre a lavanderia e o edifício Copan (um enorme arranha-céu residencial projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer), onde morava com a família e tinha seu ateliê.
Amante do teatro, Schwartz iniciou uma série de retratos com personalidades daquele mundo e da televisão: os integrantes do grupo Dzi Croquettes, o cantor Ney Matogrosso, a atriz Elke Maravilha e o performer argentino Patricio Bisso (seu vizinho de Copan) , entre outros. Continuando na mesma linha, dedicou-se também a fotografar pessoas menos conhecidas que ganhavam a vida em salões de cabeleireiro ou discotecas. Grande parte desses retratos foi feita em um estúdio improvisado em sua própria casa, em clima de troca e cumplicidade.
Além das fotos de Schwartz, a exposição traz exemplares dos jornais de vanguarda Lampião da Esquina e Chana com Chana (vozes da comunidade gay e lésbica da época), cartazes de filmes como La Reina Diabla (1974) e El beso da mulher aranha (1985), clipes de televisão e fotos de arquivos pessoais, entre outros itens que documentam esse universo de crítica aos padrões conservadores atuais. Também é apresentado um mapa do centro de São Paulo na década de 1970, concebido especialmente para a mostra, que inclui pontos alternativos da cidade no período.
Sobre o cenário político em que Schwartz produziu suas imagens, os curadores Gonzalo Aguilar e Samuel Titan Jr. . Anos opressivos e violentos, mas também paradoxalmente férteis: expulsos da esfera político-partidária, o protesto se fez sentir por outros canais, estéticos, comportamentais, eróticos. Madalena captou nas suas fotografias aquela tremenda explosão de cor e energia utópica”.
Curadores: Gonzalo Aguilar e Samuel Titan Jr.
Organizado em colaboração com o Instituto Moreira Salles do Brasil.

Madalena Schwartz
Budapeste, 1921 – São Paulo, 1993
Em 1934, após a morte de sua mãe, viajou com seu irmão para a Argentina, que estava radicado no país. Em 1960, casada e com dois filhos, mudou-se para São Paulo, Brasil, onde viveu até sua morte. Começou a trabalhar com fotografia tarde, prestes a completar cinquenta anos. Foi membro do Foto Cine Clube Bandeirante e da chamada Escola Paulista, ao lado de outros fotógrafos como Marcel Giró, José Yalenti e Gaspar Gasparian. Schwartz iniciou uma série de retratos de figuras de destaque do mundo do teatro e da televisão, algumas conhecidas como o cantor Ney Matogrosso, e outras que ganhavam a vida nas casas noturnas do centro da cidade, onde morava. Também retratou artistas plásticos, músicos e intelectuais brasileiros, como Sérgio Buarque de Holanda e seu filho Chico Buarque, Clarice Lispector, Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade. 

exposições

Nesta seção de Exposições você encontrará resenhas, críticas e análises das melhores exposições de arte contemporânea do mundo.

Equipe Cinecritic.biz

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